Segundo a Semsa, motivos seriam problemas como assiduidade e pontualidade
Por “problemas disciplinares diversos”, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vai retirar 15 médicos do programa Saúde da Família. A decisão do órgão acontece depois de um relatório do Departamento de Auditoria Operacional (Deaop) do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontar vários problemas no funcionamento do programa.
A decisão da Semsa foi anunciada esta semana, no programa Ponto Crítico, na TV A CRÍTICA, pelo secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato. A medida visa buscar melhorias no funcionamento do programa cobradas no relatório do Deaop, declarou o secretário, durante a entrevista.
“Em virtude do que é apontado no referido relatório, entendemos que seria necessária a adoção de algumas medidas corretivas, dentre as quais a decisão da não renovação de contratos dos servidores”, informou a secretaria, por meio da assessoria. Ontem seria o último dia de trabalho dos médicos.
De acordo com a secretaria, os médicos apresentavam problemas disciplinares diversos, tais como falta de assiduidade, de pontualidade e, principalmente, de efetividade no cumprimento da produção, por meio da não realização dos procedimentos programados para as atividades da Estratégia Saúde da Família, comprometendo a eficiência das ações estabelecidas.
A Semsa informou que outros profissionais serão contratados pelo município, após o resultado do Processo Seletivo Simplificado (PSS) nº 001/2010, que deve sair ainda esta semana. O PSS “contempla a contratação de 15 médicos para a área urbana e 8 médicos para a área rural”, informou o órgão, por meio da assessoria. Atualmente, 165 médicos trabalham nas equipes de Estratégia Saúde da Família, nos cinco distritos de saúde do do município, disse a Semsa.
LÚCIO PINHEIRO
Fonte: Jornal A Crítica



