{"id":9415,"date":"2014-01-20T09:44:58","date_gmt":"2014-01-20T13:44:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=9415"},"modified":"2014-01-29T14:33:14","modified_gmt":"2014-01-29T18:33:14","slug":"tribunal-alerta-prefeituras-que-deixaram-de-cumprir-repasses-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=9415","title":{"rendered":"TCE alerta prefeituras que deixaram de cumprir repasses \u00e0 educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) emitiu alertas a 17 prefeituras do interior do Amazonas por n&atilde;o aplicarem, at&eacute; dezembro de 2013, os valores m&iacute;nimos estabelecidos pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e nas despesas com os professores da rede p&uacute;blica municipal de ensino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O governo do Estado pode intervir nas prefeituras que n&atilde;o regularizarem os repasses. Entre as demais penalidades previstas, est&aacute; o pagamento de multa por descumprimento das normas federais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os alertas foram assinados pelo presidente do TCE, conselheiro Josu&eacute; Filho, publicados do Di&aacute;rio Oficial do tribunal, na &uacute;ltima segunda-feira, e encaminhados &agrave;s prefeituras de Mau&eacute;s, Apu&iacute;, Novo Aripuan&atilde;, Santa Izabel do Rio Negro, Juru&aacute;, Alvar&atilde;es, Beruri, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Ipixuna, Santo Ant&ocirc;nio do I&ccedil;&aacute;, Envira, Mara&atilde;, Tef&eacute;, Parintins e Urucurituba. As prefeituras de Apu&iacute; e Ipixuna s&atilde;o reincidentes porque j&aacute; foram alertadas, em julho do ano passado, al&eacute;m das prefeituras de Envira e Tef&eacute;, que foram alertadas pelo tribunal, em julho e setembro de 2013, por n&atilde;o efetuar os repasses constitucionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Prefeitura de Novo Aripuan&atilde; foi alertada por, entre outros motivos, ter destinado 59,55% do or&ccedil;amento, at&eacute; o 3&ordm; bimestre do ano passado, para pagamento de pessoal. A LRF estabelece que o limite prudencial de gastos com pessoal &eacute; de 51,3% e o limite total de 54% do or&ccedil;amento municipal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De acordo com a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, as prefeituras devem destinar 25% dos recursos da arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos para melhorias na educa&ccedil;&atilde;o e 15% destes recursos para investimentos na sa&uacute;de p&uacute;blica. A Constitui&ccedil;&atilde;o estabelece ainda que 60% dos recursos do Fundo de Manuten&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e de Valoriza&ccedil;&atilde;o dos Profissionais da Educa&ccedil;&atilde;o (Fundeb) sejam para despesas com profissionais do magist&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Das 17 prefeituras, 15 n&atilde;o est&atilde;o destinando os 60% do Fundeb previstos para o pagamento de professores. Entre elas, as que menos destinaram recursos para esta finalidade foram as prefeituras de Mara&atilde;, Santa Izabel do Rio Negro e Boa Vista do Ramos com, respectivamente, 8,54%, 15,32% e 30,12% em repasses para o pagamento dos professores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H&aacute;, ainda, 11 prefeituras que n&atilde;o est&atilde;o investindo os 15% previstos pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal em sa&uacute;de p&uacute;blica. As que menos atenderam &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o foram, segundo o TCE, as prefeituras de Santa Izabel do Rio Negro, Urucurituba e Ipixuna, que destinaram, respectivamente, 5,47%, 6,93% e 6,03% da arrecada&ccedil;&atilde;o dos impostos em melhorias em sa&uacute;de p&uacute;blica nos munic&iacute;pios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Oito das 17 prefeituras alertadas pelo tribunal n&atilde;o investiram sequer 20% dos 25% previstos pela Constitui&ccedil;&atilde;o para educa&ccedil;&atilde;o. Destas, as que menos destinaram recursos &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, at&eacute; o final de 2013, foram Caapiranga, que destinou 6,04% de recursos &agrave; rede p&uacute;blica de ensino, Ipixuna e Parintins, que destinaram, respectivamente, 7,30% e 11,29% da arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos municipais para aplica&ccedil;&atilde;o em melhorias na educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2013, o tribunal alertou as prefeituras de Itamarati, Careiro da V&aacute;rzea, Careiro, Manaquiri, Codaj&aacute;s e Iranduba por descumprirem os percentuais m&iacute;nimos repassados. Os repasses foram regularizados ap&oacute;s os alertas. &ldquo;Os alertas s&atilde;o para este fim, para que o gestor sane as pend&ecirc;ncias&rdquo;, disse o ex-presidente do TCE, conselheiro &Eacute;rico Desterro.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">___________________________________<br \/>\n\tTexto: Camila Carvalho\/Di&aacute;rio do Amazonas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) emitiu alertas a 17 prefeituras do interior do Amazonas por n&atilde;o aplicarem, at&eacute; dezembro de 2013, os valores m&iacute;nimos estabelecidos pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e nas despesas com os professores da rede p&uacute;blica municipal de ensino. 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