{"id":21924,"date":"2018-04-16T14:53:28","date_gmt":"2018-04-16T18:53:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=21924"},"modified":"2018-04-16T14:53:28","modified_gmt":"2018-04-16T18:53:28","slug":"tce-suspende-pagamentos-de-anuidades-de-funcionarios-da-seinfra-ao-crea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=21924","title":{"rendered":"TCE suspende pagamentos de anuidades de funcion\u00e1rios da Seinfra ao Crea"},"content":{"rendered":"<div>Confira <a href=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cautelar_Gab.Erico-Seinfra.pdf\"><strong>aqui<\/strong><\/a> a medida cautelar.<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O conselheiro-ouvidor do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), \u00c9rico Xavier Desterro, deferiu monocraticamente, na manh\u00e3 desta segunda-feira (16), pedido de medida cautelar suspendendo o termo aditivo ao Termo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica n\u00ba 1\/2016, firmado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e o Conselho Regional de Engenharia (Crea), que previa o pagamento da anuidade de pessoa f\u00edsica dos servidores da secretaria ao conselho com o dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Impetrada pela Coordenadoria de Infraestrutura do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas (MPC), a representa\u00e7\u00e3o denunciava concess\u00e3o de benef\u00edcio irregular aos servidores da Seinfra, com o pagamento da anuidade de todos os servidores engenheiros e t\u00e9cnicos da secretaria ao conselho, quando o pagamento da anuidade deveria ser \u00f4nus individuais dos profissionais enquanto pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Segundo o procurador Ruy Marcelo Alencar, o MPC requisitou da Seinfra informa\u00e7\u00f5es sobre a autoriza\u00e7\u00e3o legal de concess\u00e3o da vantagem \u00e0 custa do er\u00e1rio. O titular da Seinfra, Oswaldo Said J\u00fanior, respondeu apresentando o processo administrativo e outros documentos sem, contudo, apresentar justificativa legal que autorizasse a cria\u00e7\u00e3o e concess\u00e3o do pagamento da anuidade com dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Ao analisar o pedido, o relator do processo, conselheiro \u00c9rico Desterro, n\u00e3o identificou o fundamento legal que autorizasse a cria\u00e7\u00e3o dessa despesa por parte do \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, muito menos lei que concedesse discricionariedade ao administrador para assumir encargo financeiro de car\u00e1ter pessoal de servidores da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o conselheiro, a suspens\u00e3o do Termo Aditivo \u00e9 necess\u00e1ria como medida protetiva, pois o pagamento da contribui\u00e7\u00e3o anual devido ao Crea, por parte da Seinfra, ocasiona um preju\u00edzo indevido aos cofres p\u00fablicos, assim como viola os princ\u00edpios constitucionais da legalidade e impessoalidade.<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>Conforme decis\u00e3o da PL 1758\/2017, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), a anuidade de pessoa f\u00edsica \u00e9 uma taxa de servi\u00e7o que deve ser paga pelos profissionais credenciados nos Conselhos Regionais de Engenharia (Creas). Em 2018, a anuidade de profissional de n\u00edvel superior \u00e9 de R$ 539,13, j\u00e1 para profissional de n\u00edvel m\u00e9dio, R$ 269,59 (valores por pessoa).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Texto: Pedro Sousa|Foto: Ana Cl\u00e1udia Jatahy<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira aqui a medida cautelar. 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