{"id":17152,"date":"2017-01-10T13:34:11","date_gmt":"2017-01-10T17:34:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=17152"},"modified":"2017-01-31T12:29:08","modified_gmt":"2017-01-31T16:29:08","slug":"tce-identifica-irregularidades-no-abastecimento-de-agua-de-17-municipios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=17152","title":{"rendered":"TCE identifica irregularidades no abastecimento de \u00e1gua de 17 munic\u00edpios"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<a href=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/wp-content\/uploads\/file\/AGUA.rar\"><span style=\"background-color:#FFFF00;\">Voto &nbsp;e relat&oacute;rio&nbsp;<\/span><\/a>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tUma fiscaliza&ccedil;&atilde;o realizada pelo Departamento de Auditoria Ambiental do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM\/Deamb) nos sistemas p&uacute;blicos de abastecimentos de &aacute;gua de 17 munic&iacute;pios &mdash; entre eles Parintins, Manacapuru e Tef&eacute; &mdash; identificou uma s&eacute;rie de irregularidades, da capta&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o, que podem comprometer a sa&uacute;de de centenas de amazonenses.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tO relat&oacute;rio conclusivo da auditoria, que elencou 13 recomenda&ccedil;&otilde;es e seis determina&ccedil;&otilde;es a serem cumpridas em 12 meses pelo governo do Estado e pelos munic&iacute;pios envolvidos, foi julgado na &uacute;ltima sess&atilde;o do Pleno do TCE, em dezembro passado. Na ocasi&atilde;o, o conselheiro-relator do processo, Josu&eacute; Filho, que teve o voto seguido pelo colegiado, recomendou ao Executivo que definisse a situa&ccedil;&atilde;o da Companhia de Saneamento do Estado do Amazonas que, apesar do status &ldquo;em extin&ccedil;&atilde;o&rdquo; desde 2003, &ldquo;operacionaliza os servi&ccedil;os de abastecimento em 12 munic&iacute;pios, com quadro de insolv&ecirc;ncia, o que impede a realiza&ccedil;&atilde;o de concursos e renova&ccedil;&atilde;o dos quadros e investimentos de custeio&rdquo;. Todos devem ser notificados ainda este m&ecirc;s.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tA auditoria foi realizada pelo Deamb por determina&ccedil;&atilde;o do Pleno do TCE, ao ser informado pelo conselheiro J&uacute;lio Pinheiro de problemas decorrentes do debilitado tratamento de res&iacute;duos s&oacute;lidos na cidade de Tabatinga. Na ocasi&atilde;o, foram sugeridos os demais munic&iacute;pios. A fiscaliza&ccedil;&atilde;o foi feita para diagnosticar as gest&otilde;es, com an&aacute;lise da capacidade dos sistemas em assegurar a disponibilidade de &aacute;gua tratada (capta&ccedil;&atilde;o, adu&ccedil;&atilde;o, tratamento, reserva&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o) para os consumidores, por meio de a&ccedil;&otilde;es de operacionaliza&ccedil;&atilde;o, planejamento e preven&ccedil;&atilde;o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tO crit&eacute;rio da auditoria foi a Pol&iacute;tica Nacional de Saneamento &#8211; Lei 11.445\/2007; a Pol&iacute;tica Estadual de Recursos H&iacute;dricos &mdash; Lei 3.167\/2007; e o os par&acirc;metros e condi&ccedil;&otilde;es estabelecidas na Portaria no 2914\/2011 do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que disp&otilde;em sobre os padr&otilde;es de potabilidade da &aacute;gua para consumo humano.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<strong>An&aacute;lise foi feita com a ajuda da FVS e Funasa<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tSegundo o Deamb, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia de Sa&uacute;de (FVS), por interm&eacute;dio do Laborat&oacute;rio Central, a auditoria inovou ao realizar as an&aacute;lises das &aacute;guas produzidas pelos sistemas de abastecimento. A auditoria tamb&eacute;m teve apoio de t&eacute;cnicos da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de (Funasa).\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tOs munic&iacute;pios percorridos por t&eacute;cnicos do Deamb foram Anori; Atalaia do Norte; Beruri; Nhamund&aacute;; Novo Air&atilde;o; Benjamin Constant; Carauari; Careiro da V&aacute;rzea; Manaquiri; Tabatinga; Itacoatiara; Manacapuru; Parintins; Presidente Figueiredo; Tef&eacute;; Coari e Humait&aacute;.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<strong>Irregularidades e falta de tratamento<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEntre os principais achados est&atilde;o a insustentabilidade financeira dos sistemas, que apresentam ren&uacute;ncia de receita nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de abastecimento de &aacute;gua; defasagem na valora&ccedil;&atilde;o das taxas de abastecimento e alto percentual de inadimpl&ecirc;ncia. Em Coari, por exemplo, a inadimpl&ecirc;ncia ultrapassa os R$ 801 mil e em Itacoatiara R$ 777 mil. No Careiro da V&aacute;rzea, cujo sistema &eacute; operado pela Cosama, o d&eacute;ficit de arrecada&ccedil;&atilde;o chegou a 73% (R$ 49.5 mil) e em Carauari 46% (R$ 620 mil)\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEm rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade de &aacute;gua, h&aacute; aus&ecirc;ncia de Programa de Controle e Manuten&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas (subterr&acirc;neo e manancial); defici&ecirc;ncia no monitoramento da rede de abastecimento a fim de garantir a integridade do sistema frente ao risco de contamina&ccedil;&atilde;o; defici&ecirc;ncia no tratamento de &aacute;gua para consumo humano; contamina&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas distribu&iacute;das pela rede oficial de abastecimento. Em sete munic&iacute;pios, entre eles Novo Air&atilde;o, Beruri, Nhamund&aacute; e Anori, n&atilde;o h&aacute; tratamento de &aacute;gua para consumo humano.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tDe acordo com o relat&oacute;rio, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; regula&ccedil;&atilde;o e controle ambiental h&aacute; defici&ecirc;ncia na legisla&ccedil;&atilde;o municipal em atendimento &agrave; Lei de Saneamento B&aacute;sico e na implementa&ccedil;&atilde;o dos Planos Municipais de Saneamento B&aacute;sico. E mais: existe &aacute;reas de capta&ccedil;&atilde;o de manancial sem outorga e licenciamento ambiental e falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o da Cosama em Tabatinga (nunca foi homologado nenhum termo de concess&atilde;o) e Benjamin Constant (conv&ecirc;nio de outorga vencido h&aacute; 11 anos).\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEm seu voto, o conselheiro Josu&eacute; Filho fixou prazo de 12 meses para que o governo e os munic&iacute;pios formassem uma for&ccedil;a-tarefa para atender as determina&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pelo relat&oacute;rio de auditoria, para assegurar a melhoria da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os prestados pelos sistemas p&uacute;blicos de abastecimentos de &aacute;gua no &acirc;mbito do Estado do Amazonas. Uma c&oacute;pia do processo ser&aacute; encaminhada ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal para que tome conhecimento acerca do abandono de obras de saneamento p&uacute;blico financiadas com recursos federais nos munic&iacute;pios.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tConsiderado excelente pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o, o relat&oacute;rio do Deamb foi solicitado pela Corte de Contas nacional, no final do ano passado, para servir de modelo para futuras inspe&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea.\n<\/p>\n<p>\n\t__________\n<\/p>\n<p>\n\t<strong>Texto: Elvis Chaves | Foto:&nbsp;Ana Cl&aacute;udia Jatahy<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voto &nbsp;e relat&oacute;rio&nbsp; Uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o realizada pelo Departamento de Auditoria Ambiental do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM\/Deamb) nos sistemas p&uacute;blicos de abastecimentos de &aacute;gua de 17 munic&iacute;pios &mdash; entre eles Parintins, Manacapuru e Tef&eacute; &mdash; identificou uma s&eacute;rie de irregularidades, da capta&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o, que podem comprometer a sa&uacute;de de centenas de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":17153,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-17152","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17152\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/17153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}