{"id":11247,"date":"2014-10-20T12:50:14","date_gmt":"2014-10-20T16:50:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=11247"},"modified":"2014-10-22T14:01:30","modified_gmt":"2014-10-22T18:01:30","slug":"um-gestor-responsavel-cumpre-com-o-seu-dever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=11247","title":{"rendered":"&#8220;Um gestor respons\u00e1vel cumpre com o seu dever&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n\t<em>Considerado com um dos decanos mais jovens na fun&ccedil;&atilde;o de conselheiro em Tribunal de Contas, Antonio Julio Bernardo Cabral ingressou na corte de Contas amazonense no ano de 2000 e foi nomeado pelo saudoso governador Amazonino Mendes, por indica&ccedil;&atilde;o da maioria dos deputados estaduais. Filho &uacute;nico do senador Jos&eacute; Bernardo Cabral e de Zuleide da Rocha Bernardo Cabral, de quem n&atilde;o esconde o orgulho e a paix&atilde;o, o conselheiro Julio Cabral &eacute; formado em direito e j&aacute; foi deputado federal. Nesta entrevista, al&eacute;m de reconhecer o trabalho desenvolvido por outros conselheiros &agrave; frente do TCE, ele falou de sua experi&ecirc;ncia como parlamentar, como presidente da Corte e ainda como corregedor\/ouvidor da corte de Contas.<\/em>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\n\t<a href=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/wp-content\/uploads\/file\/Cons_ Julio Cabral (1).jpg\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/wp-content\/uploads\/file\/Cons_ Julio Cabral (1).jpg\" style=\"width: 250px;height: 140px\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/wp-content\/uploads\/file\/Cons_ Julio Cabral (2).jpg\"> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/wp-content\/uploads\/file\/Cons_ Julio Cabral (2).jpg\" style=\"width: 250px;height: 140px\" \/><\/a>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; O senhor fala dos pais sempre com muito orgulho. Eles s&atilde;o o seu referencial?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>J&uacute;lio Cabral &mdash;<\/strong> E vou continuar falando. Eu acho que, como todas as pessoas mais ou menos normal, a fam&iacute;lia e os pais s&atilde;o refer&ecirc;ncia at&eacute; o final da vida. Em rela&ccedil;&atilde;o ao meu pai, essa atitude que eu tomo &eacute; explicada porque ele passou pela pol&iacute;tica toda limpo, n&atilde;o que ele seja perfeito, l&oacute;gico, mas n&atilde;o h&aacute; nada que o desabone a conduta dele. Acho que contribuiu muito, n&atilde;o s&oacute; para o Amazonas, mas pro Brasil. Logo n&atilde;o h&aacute; mist&eacute;rio nenhum em me orgulhar ao falar dele e por ser filho dele e sempre vou me orgulhar cada vez mais, tanto dele, Jos&eacute; Bernardo Cabral, quanto da minha m&atilde;e, Zuleide da Rocha Bernardo Cabral. Sou filho &uacute;nico e orgulhoso de ter eles dois por perto.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash;&nbsp;O senhor foi deputado federal por Roraima, como aconteceu sua indica&ccedil;&atilde;o para o TCE-AM?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Fui indicado pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) em 2000. Meu nome foi aprovado por maioria absoluta. Na ocasi&atilde;o, apenas o ent&atilde;o deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB) votou contra. Foi o governador Amazonino Mendes&nbsp;quem me nomeou. Ele me chamou chamou na resid&ecirc;ncia dele e disse: &ldquo;Eu n&atilde;o tenho como agradecer seu pai (senador Bernardo Cabral) por tudo o que ele faz pelo Amazonas, pelo governo. Ent&atilde;o, a &uacute;nica uma maneira que eu encontrei de retribuir, se voc&ecirc; aceitar, &eacute; lhe nomear como conselheiro&rdquo;. Diferente de outras pessoas no Estado, o meu pai n&atilde;o pedia retribui&ccedil;&otilde;es. H&aacute; 14 anos, desempenho o servi&ccedil;o de forma completa.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; Como foi sua experi&ecirc;ncia l&aacute; em Bras&iacute;lia como parlamentar?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> N&atilde;o foi das melhores! Ali &eacute; muito dif&iacute;cil. Primeiro, se voc&ecirc; tem nome, express&atilde;o e for&ccedil;a, vive naquela cidade bem. Se voc&ecirc; for da minoria, n&atilde;o consegue fazer nada, porque tudo ali &eacute; complicado. Eu passei por uma legislatura bem tumultuada: fui colega do Carlos Massa (apresentador do SBT Ratinho) e acompanhei a queda do Collor (presidente Fernando Collor de Melo), por exemplo. Os grupos na capital federal s&atilde;o muito fortes e definidos, quando chega uma pessoa de express&atilde;o mesmo, fura, mas sen&atilde;o fica por isso mesmo. N&atilde;o vou dizer que todos os parlamentares fazem parte de um conchavo, mas a maioria &eacute; sim. Vale ressaltar que na minha &eacute;poca de adolescente, aos 17 e 18 anos, voc&ecirc; contava nos dedos os corruptos que tinham na pol&iacute;tica. Hoje, infelizmente, voc&ecirc; conta nos dedos os que n&atilde;o s&atilde;o. Na minha &eacute;poca, ent&atilde;o, n&atilde;o tinha corrupto? Tinha, tinha at&eacute; um deputado de Minas, que era chamado de &ldquo;Quinzinho&rdquo; porque todo mundo cobrava dez e ele cobrava 15. Infelizmente, hoje &eacute; dif&iacute;cil ver algu&eacute;m que lute por algum ideal, &eacute; raro, eu diria. Como eu escutei uma vez: &ldquo;para melhorar, tinha que implodir tudo e come&ccedil;ar tudo de novo, do zero&rdquo;.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; H&aacute; 14 anos no TCE como conselheiro, o senhor tem no&ccedil;&atilde;o de quantos processos j&aacute; julgou nesse per&iacute;odo?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Eu entrei aqui no dia 5 de maio de 2000, portanto fa&ccedil;o 15 anos no pr&oacute;ximo ano. Por isso, eu sou o mais idoso no cargo, mesmo sendo jovem na idade. Creio que julgo por ano cerca de 300 a 500 processos, no m&iacute;nimo. S&atilde;o muitos. N&atilde;o sou de ficar contando.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; Foi em sua gest&atilde;o como presidente do TCE, entre os anos de 2006 e 2007, que o novo e definitivo pr&eacute;dio do TCE foi constru&iacute;do. Como aconteceu isso?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Esse foi um processo muito dif&iacute;cil, deu muita confus&atilde;o. Voc&ecirc; sabe que constru&ccedil;&atilde;o d&aacute; muita confus&atilde;o. Na verdade, obra do pr&eacute;dio foi iniciada na presid&ecirc;ncia do conselheiro L&uacute;cio Albuquerque e foi entregue na minha gest&atilde;o. Correu tudo bem, ali&aacute;s hoje em dia est&aacute; tudo bem, o pr&eacute;dio est&aacute; aqui. Um bom pr&eacute;dio que serve como refer&ecirc;ncia, razoavelmente dentro dos padr&otilde;es.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; Al&eacute;m de toda a estrutura f&iacute;sica do TCE, o senhor destaca outros pontos de sua administra&ccedil;&atilde;o?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Eu procurei equilibrar tudo em termos de finan&ccedil;as, sal&aacute;rios, pagamentos dos funcion&aacute;rios. Por que? Porque sempre esqueciam da base, dos servidores. Com o apoio dos meu pares, eu concedi aumento, dentro de um limite poss&iacute;vel. Igualei os sal&aacute;rios de pessoas que estavam ganhando bem menos com as outras que desempenhavam o mesmo trabalho. Eu comecei a ver mais o funcion&aacute;rio p&uacute;blico, porque, na minha opini&atilde;o, &eacute; a base. Eu tiro por aqui, pelo gabinete. Ele seria nulo se n&atilde;o tivesse, por exemplo, a Socorro (Maria do Perp&eacute;tuo Socorro Lins da Silva) e a Jussara (Jussara Karla Sahdo Mendes). O tribunal depende da base. O pessoal tem que tem o preparo e a remunera&ccedil;&atilde;o adequada, vai trabalhar melhor. O resto transcorreu normalmente como presidente, n&atilde;o tenho muitas aptid&otilde;es para fazer coisas nov&iacute;ssimas assim, criar e tal, mas eu levei a carruagem mais al&eacute;m, fiz a minha parte. A minha gest&atilde;o foi voltada para a base, para os servidores.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; O senhor j&aacute; foi ouvidor, corregedor do TCE e presidente da 1&ordf; C&acirc;mara mais de uma vez. Qual a experi&ecirc;ncia dessas duas fun&ccedil;&otilde;es?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> S&atilde;o experi&ecirc;ncias novas e boas. Como conselheiro, a C&acirc;mara &eacute; um tr&acirc;mite normal, assim como o Pleno. Eu acho legal &eacute; quando voc&ecirc; entra em uma Ouvidoria ou Corregedoria, que consegue ampliar o seu trabalho, abrangendo ainda mais. &Eacute; empolgante mesmo, porque conseguimos lan&ccedil;ar tamb&eacute;m novas medidas para melhorar o TCE. Como corregedor, penso em lan&ccedil;ar novas medidas. Na Corregedoria ou Ouvidoria, voc&ecirc; procura melhorar com ajuda dos outros e continua o trabalho.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash;&nbsp;Conselheiro, o senhor prefere manter uma certa dist&acirc;ncia da imprensa. O que aconteceu?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Veja bem, em qualquer profiss&atilde;o existem as pessoas honestas, que fazem seu servi&ccedil;o e outras n&atilde;o. Eu fiquei quase sete meses sem falar com a minha m&atilde;e. Fui eleito deputado federal e quando eu cheguei na C&acirc;mara dos Deputados, no segundo dia, uma rep&oacute;rter do extinto &ldquo;Jornal do Brasil&rdquo; me entrevistou e a primeira pergunta dela foi o que eu achava da ministra Z&eacute;lia (Cardoso). Respondi normalmente: que se o presidente Collor a escolheu, ela deveria ter capacidade e tal. Na mat&eacute;ria, saiu um trecho que ela seria a m&atilde;e ideal. Ocorre que estava naquele per&iacute;odo que a m&iacute;dia falava do suposto caso dela com o meu pai. Aquilo me magoou demais. At&eacute; minha m&atilde;e acreditar que eu n&atilde;o falei aquilo, foi dif&iacute;cil. A entrevista foi toda deturpada, distorcida mesmo. Voc&ecirc; sabe que, dependendo da resposta, a imprensa pode vender tanto com uma outra resposta, mesmo que seja distorcida. Ent&atilde;o a resposta ao Jornal do Brasil de que a ministra devia ter compet&ecirc;ncia e foi escolhida pelo presidente Collor n&atilde;o valeu nada como a resposta do suposto caso amoroso do meu pai com a Z&eacute;lia, que, na &eacute;poca, estava no auge. Eu n&atilde;o gosto dessas coisas. N&atilde;o sou contra as cr&iacute;ticas, as cr&iacute;ticas s&atilde;o bem-vindas, mas, claro, dentro dos padr&otilde;es &eacute;ticos e normais. N&atilde;o &eacute; que eu n&atilde;o goste da imprensa, eu prefiro n&atilde;o falar com a imprensa. Eu trato bem todo mundo. No jornal A Cr&iacute;tica, com minha foto publicada, falaram que eu sa&iacute; chateado do plen&aacute;rio e n&atilde;o bem assim. N&atilde;o tenho em absoluto raiva da imprensa, procuro, se poss&iacute;vel, n&atilde;o dar entrevista, mas quando me procuram eu respondo. S&oacute; fico torcendo para que saia exatamente o que disse.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM&nbsp;&mdash; Decano do TCE aos 60 anos, o senhor viu a transforma&ccedil;&atilde;o da corte. O que espera do futuro da corte de Contas?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Eu vou dar uma resposta que preenche quase tudo a&iacute; que possa vir. O papel do Tribunal de Contas &eacute; important&iacute;ssimo para a sociedade. A maioria ou minoria pode achar um desperd&iacute;cio a corte, mas n&atilde;o &eacute;. Eu sou a favor, n&atilde;o s&oacute; por ser daqui, mas a compet&ecirc;ncia do TCE &eacute; provada. Em todos os lugares, t&ecirc;m as pessoas que fazem as coisas andarem bem e outras n&atilde;o. Quando eu entrei em 2000, voc&ecirc; n&atilde;o via uma not&iacute;cia quase no jornal. Nada. N&atilde;o &eacute; do TCE aparecer, &eacute; da informa&ccedil;&atilde;o que o tribunal pode disponibilizar ao p&uacute;blico, para saber como &eacute; que &eacute; e o que n&atilde;o &eacute;. De 2000 para c&aacute;, principalmente, depois da presid&ecirc;ncia do conselheiro J&uacute;lio Pinheiro e, tamb&eacute;m, com a presid&ecirc;ncia do conselheiro &Eacute;rico Desterro. Olha, eu sou justo, eu acho que temos uma cabe&ccedil;a muito grande aqui no TCE &eacute; a do conselheiro &Eacute;rico. Defeitos todos t&ecirc;m, eu tenho v&aacute;rios, mas ele &eacute; uma cabe&ccedil;a muito boa, capacitada, sabe muito da coisa e fez uma presid&ecirc;ncia maravilhosa, um &oacute;timo bi&ecirc;nio. No in&iacute;cio, o pessoal estranhou, ficou preocupado porque pensavam que ele iria pegar no p&eacute; de todo mundo e foi muito pelo contr&aacute;rio. Fez uma presid&ecirc;ncia completa. Pessoas como essa, como o conselheiro Raimundo Michiles &mdash; que &eacute; um excelente t&eacute;cnico apesar de ser chato &mdash;, como J&uacute;lio Pinheiro e tamb&eacute;m como o conselheiro Josu&eacute; Filho, s&oacute; contribuem. Eu acho que a tend&ecirc;ncia do TCE &eacute; melhorar cada vez mais, pelas cabe&ccedil;as que ainda se tem por aqui. Eu, que n&atilde;o sou dessas cabe&ccedil;as, muito pelo contr&aacute;rio, ainda tenho 10 anos por aqui, imagina com esse pessoal como, repito, &Eacute;rico, J&uacute;lio. Eu acho que a tend&ecirc;ncia &eacute; o tribunal melhorar, o voto eletr&ocirc;nico, por exemplo, foi uma das coisas que atualizou e modernizou o TCE.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; Como o senhor avalia o pessoal que fica reclamando e criticando as indica&ccedil;&otilde;es dos conselheiros dos tribunais de contas?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Eu tenho uma resposta curta e grossa: a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal diz o que? &Eacute; isso. OS que criticam t&ecirc;m de mudar a Constitui&ccedil;&atilde;o. Como &eacute; que se preenchem os cargos dos Tribunais de Contas? Voc&ecirc; tem dois t&eacute;cnicos, um oriundo do MPC e um oriundo dos auditores, o resto s&atilde;o cinco. Desses cinco, um o governador que escolhe de pr&oacute;pria vontade e os quatro s&atilde;o escolhidos pela assembleia. Para se pensar em ser justo ou n&atilde;o, eu n&atilde;o sei, mas o que a Constitui&ccedil;&atilde;o diz &eacute; isso. Se me perguntarem se eu acharia mais justo o ingresso dos conselheiros por meio do concurso, l&oacute;gico que sim, n&atilde;o tenho a menor d&uacute;vida. Inclusive o pr&oacute;prio servidor da casa teria direito. Concurso &eacute; a melhor forma de avaliar o que a pessoa pode oferecer. Mas, enquanto n&atilde;o mudarem, vai ter eu, o J&uacute;lio Pinheiro.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash; O TCE investe muito na forma&ccedil;&atilde;o dos gestores p&uacute;blicos, mas, mesmo assim, muitos ainda insistem no erro. O senhor teria uma mensagem aos jurisdicionados?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> De 4 anos ou 5 anos para c&aacute;, v&aacute;rios cursos foram promovidos pela Escola de Contas P&uacute;blicas (ECP) para os jurisdicionados, mas a presen&ccedil;a deles &eacute; &iacute;nfima, pequena mesmo, como sempre reclama o conselheiro &Eacute;rico Desterro. Isso &eacute; um ponto. Se viessem &agrave; escola, n&atilde;o teria porque reclamar das san&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o &eacute;? Eles saberiam mais e poderiam prestar contas da melhor maneira poss&iacute;vel. Eu j&aacute; fui deputado, como j&aacute; disse, e sei que assessoria desses prefeitos no interior &eacute; dif&iacute;cil. Uma vez, tive de mandar meu pessoal para um munic&iacute;pio porque os funcion&aacute;rios de l&aacute; n&atilde;o sabiam providenciar a documenta&ccedil;&atilde;o pedida. L&oacute;gico, que hoje est&aacute; bem melhor. O que eu quero dizer &eacute; que a maioria dos erros encontrados aqui n&atilde;o s&atilde;o propositais, por m&aacute;-f&eacute; ou dolo er&aacute;rio, &eacute; porque n&atilde;o sabe, &agrave;s vezes. A ECP existe para isso, ela promove cursos e manda representantes aos munic&iacute;pios como forma de encurtar essa dist&acirc;ncia, mas os jurisdicionados precisam tamb&eacute;m colaborar. &Eacute; aquele neg&oacute;cio: se voc&ecirc; &eacute; uma pessoa respons&aacute;vel, voc&ecirc; cumpre com seu dever. Os prefeitos que cumprem, resultam em contas aprovadas, n&atilde;o tem problema nenhum. Agora, os que fazem besteira ficam com o nome deles como ficha-suja, conforme a legisla&ccedil;&atilde;o, sem poderem se candidatar.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>DECOM &mdash;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Uma mensagem aos servidores?<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>JC &mdash;<\/strong> Que continuem com a mesma sa&uacute;de e a mesma vontade de trabalhar pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. Levassem isso aqui a s&eacute;rio, porque &eacute; o ganha p&atilde;o de todos. Ningu&eacute;m &eacute; perfeito, como j&aacute; disse, h&aacute; erros aqui, h&aacute; erros ali, mas eu acho que devamos nos empenhar. &Eacute; de onde tiramos o nosso ganha p&atilde;o. Ent&atilde;o, temos de continuar levando isso aqui mais para cima. E dizer que ficarei triste quando tiver de deix&aacute;-los daqui a 10 anos.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">\n\t________________________________________<br \/>\n\tEntrevistador: Elvis Chaves\/Fotos: Socorro Lins\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;font-size: 13.63636302948px;line-height: 20.7000007629395px\">Leia mais&nbsp;entrevistas de:<\/span><br \/>\n\t<a href=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=11106\">Conselheira Yara Lins<\/a><br \/>\n\t<a href=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=11160\" style=\"font-size: 13px;line-height: 1.6em\">Conselheiro Raimundo Michiles<\/a><br \/>\n\t<a href=\"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=11199\">Conselheiro Julio Pinheiro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerado com um dos decanos mais jovens na fun&ccedil;&atilde;o de conselheiro em Tribunal de Contas, Antonio Julio Bernardo Cabral ingressou na corte de Contas amazonense no ano de 2000 e foi nomeado pelo saudoso governador Amazonino Mendes, por indica&ccedil;&atilde;o da maioria dos deputados estaduais. 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