{"id":10117,"date":"2014-04-09T14:30:23","date_gmt":"2014-04-09T18:30:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=10117"},"modified":"2014-04-22T13:11:19","modified_gmt":"2014-04-22T17:11:19","slug":"prefeituras-de-codajas-e-sao-gabriel-da-cachoeira-sao-multadas-em-r-70-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tceam.tc.br\/?p=10117","title":{"rendered":"Prefeituras de Codaj\u00e1s e S\u00e3o Gabriel da Cachoeira s\u00e3o multadas em R$70mi"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A n&atilde;o presta&ccedil;&atilde;o de contas e a consequente n&atilde;o comprova&ccedil;&atilde;o dos gastos com o dinheiro p&uacute;blico levou o Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) a reprovar, na manh&atilde; desta quarta-feira (9), por unanimidade de votos, as contas das Prefeituras de Codaj&aacute;s e de S&atilde;o Gabriel da Cachoeira. Os gestores das contas ter&atilde;o de devolver aos cofres p&uacute;blicos, entre multas e glosas, o montante de R$ 70,6 milh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ex-prefeito de Codaj&aacute;s, Agnaldo da Paz Dantas, e o prefeito de S&atilde;o Gabriel da Cachoeira, Pedro Garcia, de acordo com o parecer do relator dos processos, conselheiro &Eacute;rico Desterro, ter&atilde;o de devolver ao er&aacute;rio, respectivamente, R$ 23,3 milh&otilde;es e R$ R$ 47,1 milh&otilde;es, por diversas irregularidades encontradas nas contas do exerc&iacute;cio financeiro de 2012. Ambos n&atilde;o encaminharam as presta&ccedil;&otilde;es de contas e tiveram as contas tomadas pelo TCE e foram considerados rev&eacute;is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as diversas irregularidades encontradas nas contas de Agnaldo da Paz Dantas (do exerc&iacute;cio de 2012), al&eacute;m do n&atilde;o encaminhamento da presta&ccedil;&atilde;o de contas, estava a aus&ecirc;ncia a documenta&ccedil;&atilde;o relativa &agrave;s receitas e despesas or&ccedil;ament&aacute;rias e extraor&ccedil;ament&aacute;rias de todo munic&iacute;pio; aus&ecirc;ncia de efetiva arrecada&ccedil;&atilde;o de todos os tributos da compet&ecirc;ncia constitucional do Munic&iacute;pio de Codaj&aacute;s, al&eacute;m da n&atilde;o aplica&ccedil;&atilde;o do percentual m&iacute;nimo na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agnaldo da Paz deixou ainda de enviar os balancetes mensais via sistema ACP\/Captura (de janeiro a dezembro de 2012), assim como o n&atilde;o encaminhou os relat&oacute;rios de gest&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria e fiscal e n&atilde;o comprovou a destina&ccedil;&atilde;o de no m&iacute;nimo 60% dos recursos do Fundo de Manuten&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (Fundeb) na remunera&ccedil;&atilde;o dos profissionais do magist&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ex-prefeito de S&atilde;o Gabriel da Cachoeira, Pedro Garcia, tamb&eacute;m deixou de enviar os balancetes mensais via sistema ACP, os relat&oacute;rios de gest&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria e fiscal e n&atilde;o apresentou um sistema de controle e gerenciamento de bens patrimoniais do exerc&iacute;cio de 2012. Como resultado das irregularidades, o gestor recebeu uma glosa no valor de 47,1 milh&otilde;es e multas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O conselheiro &Eacute;rico Desterro explicou que as glosas e multas s&atilde;o resultados do n&atilde;o envio da presta&ccedil;&atilde;o de contas. &ldquo;Alguns gestores ainda acham que n&atilde;o devem prestar contas do dinheiro p&uacute;blico. Agem como se o dinheiro fosse deles&rdquo;, comentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Fundo previdenci&aacute;rio multado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A presidente do Instituto Municipal de Previd&ecirc;ncia dos Servidores de Coari (Coariprev), Monique Barroso Rodrigues, tamb&eacute;m teve as contas reprovadas durante a 11&ordf; sess&atilde;o ordin&aacute;ria do TCE. Ela recebeu uma multa de R$ 65,1 mil por 29 irregularidades detectadas pelos &oacute;rg&atilde;os t&eacute;cnicos da corte de contas e um glosa no valor de R$ 531 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Conforme o relator do processo, &Eacute;rico Desterro, entre as diversas impropriedades cometidas pela gestora da autarquia est&atilde;o as contrata&ccedil;&otilde;es ilegais. Segundo o parecer, at&eacute; mesmo as fun&ccedil;&otilde;es de vigia e de servi&ccedil;os gerais da cidade eram desempenhadas por cargos comissionados, quando a lei estabelece que seja realizado concurso p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Gestores com contas aprovadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A diretora-geral da Policl&iacute;nica Jo&atilde;o Pereira Santos Braga, Edlian Ara&uacute;jo, teve as contas aprovadas com ressalvas, mas foi multada em R$ 4,4 mil, por maioria de votos, pela falta de planejamento na administra&ccedil;&atilde;o. O conselheiro J&uacute;lio Cabral seguiu a nova legisla&ccedil;&atilde;o interna do TCE, que permite a aplica&ccedil;&atilde;o de multas por pequenas impropriedades detectadas das contas regulares com ressalvas. No m&eacute;rito, a aprova&ccedil;&atilde;o das contas foi &agrave; unanimidade. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da multa, o voto divergente foi do conselheiro Raimundo Michiles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as 12 presta&ccedil;&otilde;es de contas julgadas, o pleno aprovou cinco, a maioria com ressalvas, conforme lista abaixo: <br \/>\n\t1) Aldemar Amazonas Affonso (Presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Vila Ol&iacute;mpica, do ano de 2012), de relatoria do conselheiro &Eacute;rico Desterro.<br \/>\n\t2) Rossieli Soares (Presidente do Fundo Estadual de Incentivos ao Cumprimento de Metas da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, do exerc&iacute;cio de 2012), de relatoria do conselheiro &Eacute;rico Desterro.<br \/>\n\t3) Riccely Ferreira (Presidente da C&acirc;mara Municipal de Codaj&aacute;s, de 2012), cujo foi o conselheiro &Eacute;rico Desterro.<br \/>\n\t4) Valdomiro dos Santos (Ordenador de despesas do Servi&ccedil;o Aut&ocirc;nomo de &Aacute;gua e Esgoto de Boa Vista do Ramos, no ano de 2012), de relatoria do conselheiro L&uacute;cio Albuquerque. O gestor principal teve as contas reprovadas, mas Valdomiro, que foi ordena.<br \/>\n\t5) Edlian Ara&uacute;jo (Diretor-geral da Policl&iacute;nica Jo&atilde;o Pereira dos Santos Braga, de 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0px; font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 16px\">ENTENDA <\/p>\n<p>\t<strong>Glosa <\/strong>&ndash; &Eacute; a san&ccedil;&atilde;o aplicada pelo Tribunal Pleno do Tribunal de Contas ao gestor que n&atilde;o comprovou como foi usado o dinheiro p&uacute;blico. Valores cuja finalidade n&atilde;o foram atestadas devem ser devolvidos aos cofres dos munic&iacute;pios. As san&ccedil;&otilde;es, na maioria das vezes, correspondem ao valor do recurso recebido.<\/p>\n<p>\t<strong>Multa<\/strong> &ndash; &Eacute; a san&ccedil;&atilde;o aplicada aos gestores por irregularidades cometidas na aplica&ccedil;&atilde;o do dinheiro p&uacute;blico.<\/p>\n<p>\t<strong>Tomada de Contas<\/strong> &ndash; Conforme estabelece o Regimento Interno e Lei Org&acirc;nica do TCE, quando gestor n&atilde;o presta contas, o Tribunal pode requer&ecirc;-lo junto &agrave; C&acirc;mara Municipal. Se n&atilde;o for atendido, o Tribunal vai diretamente ao &oacute;rg&atilde;o pegar as contas.<\/p>\n<p>\t___<\/p>\n<p>\tTexto: J&uacute;lia Gomes e Elvis Chaves\/Foto: Socorro Lins<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A n&atilde;o presta&ccedil;&atilde;o de contas e a consequente n&atilde;o comprova&ccedil;&atilde;o dos gastos com o dinheiro p&uacute;blico levou o Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) a reprovar, na manh&atilde; desta quarta-feira (9), por unanimidade de votos, as contas das Prefeituras de Codaj&aacute;s e de S&atilde;o Gabriel da Cachoeira. 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